terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Esse mundo louco!
Que nós vivemos em um mundo louco eu não tenho a menor dúvida. Alguém duvida? Estava conferindo as últimas notícias: na Índia uma mulher de 70 anos acaba de dar a luz a uma menina; nos Estados Unidos da América o governador de Illinois tenta vender a vaga de senador do estado; fãs de Madonna acampam no Morumbi onde vão esperar oito dias pelo show da cantora; e, para quem ainda tem dúvidas, o absurdo dos absurdos: Ronaldo Fenômeno foi contratado pelo Corinthians!
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
O alarde continua!
Um grupo continua acusando a nossa imprensa de provocar um sentimento de insegurança na população. Explico: segundo esses "entendidos", não temos um problema real de segurança, mas um clima de insegurança fabricado pela mídia. Essa tática usada pelas esquerdas é muito conhecida: quando é difícil lidar com um problema, a solução é negá-lo.
Difícil será negar ou abafar o ruído provocado pela explosão da Delegacia de Polícia de Botucatu/SP. Dez bandidos invadiram e dinamitaram a DP da cidade do interior paulista, roubando as drogas apreendidas, incendiando inquéritos policiais e boletins de ocorrência. Vamos ver qual será a desculpa do grupo de "entendidos" da esquerda para o fato.
Alarmistas também são os que denunciam a continuidade da atividade predatória do desmatamento contra a Floresta Amazônica. A turma que nega o mapeamento do INPE, ou a realidade dos milhares de quilômetros devastados deve estar tentando maquiar o espaço vazio, a terra arrasada. Ou quem sabe não serão as formigas as culpadas? Dizem que existem formigas cortadeiras poderosas na Amazônia. Serão as tucandeiras?
Difícil será negar ou abafar o ruído provocado pela explosão da Delegacia de Polícia de Botucatu/SP. Dez bandidos invadiram e dinamitaram a DP da cidade do interior paulista, roubando as drogas apreendidas, incendiando inquéritos policiais e boletins de ocorrência. Vamos ver qual será a desculpa do grupo de "entendidos" da esquerda para o fato.
Alarmistas também são os que denunciam a continuidade da atividade predatória do desmatamento contra a Floresta Amazônica. A turma que nega o mapeamento do INPE, ou a realidade dos milhares de quilômetros devastados deve estar tentando maquiar o espaço vazio, a terra arrasada. Ou quem sabe não serão as formigas as culpadas? Dizem que existem formigas cortadeiras poderosas na Amazônia. Serão as tucandeiras?
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Leis de Incentivo à Cultura
Não concordo com a forma como são concedidos os chamados incentivos governamentais à cultura. Entendo que um grande quantidade de dinheiro é empregado de forma elitista e não cumpre os objetivos propostos. Dá-se dinheiro a quem não precisa, usando o dinheiro público para financiar espetáculos para classes sociais abastadas.
Freqüentemente vejo espetáculos teatrais, shows e outros apresentarem-se na cidade com a informação de que são em parte financiados por leis de incentivo a cultura. Quando você vai conferir, descobre que são espetáculos que cobram preços na faixa dos 250 reais ou mais. Para que faixa de público estão direcionados? Qual classe social pode pagar esse preço por um ingresso?
A verdade é que o dinheiro público acaba financiando a diversão para a camada mais abastada da sociedade, para uma classe que não necessita dessa ajuda. Quem pode pagar 250 reais por um ingresso, pode pagar mais do que isso, e não deixará de comparecer por causa do preço.
Além disso, enfrentamos aqui no estado, no RS - e imagino que não seja uma exclusividade nossa - uma enxurrada de denúncias de malversação dos recursos usados para o ncentivo à cultura. São comuns os casos de empresas que só dão recurso em troca de grande vantagem financeira. Liberam os recurso mediante o uso de recibos "calçados" - com valores superiores aos valores realmente fornecidos.
Uma outra forma de desvio do dinheiro público - e que fica na mão de intermediadores, perdido no pagamento de propinas - é o usado para contratar gente com a funçaõ de driblar a burocracia oficial. Gente especializada em apressar a liberação dos recursos pela agilização dos processos de incentivo cultural.
Certamente não é o caso de simplesmente eliminar o uso de dinheiro público com essa finalidade - que é meritória -, mas é preciso aprimorar as formas de concessão dos incentivos, fiscalizar melhor a sua utilização e priorizar o financiamento daquilo que for realmente destinado as camadas populares.
Freqüentemente vejo espetáculos teatrais, shows e outros apresentarem-se na cidade com a informação de que são em parte financiados por leis de incentivo a cultura. Quando você vai conferir, descobre que são espetáculos que cobram preços na faixa dos 250 reais ou mais. Para que faixa de público estão direcionados? Qual classe social pode pagar esse preço por um ingresso?
A verdade é que o dinheiro público acaba financiando a diversão para a camada mais abastada da sociedade, para uma classe que não necessita dessa ajuda. Quem pode pagar 250 reais por um ingresso, pode pagar mais do que isso, e não deixará de comparecer por causa do preço.
Além disso, enfrentamos aqui no estado, no RS - e imagino que não seja uma exclusividade nossa - uma enxurrada de denúncias de malversação dos recursos usados para o ncentivo à cultura. São comuns os casos de empresas que só dão recurso em troca de grande vantagem financeira. Liberam os recurso mediante o uso de recibos "calçados" - com valores superiores aos valores realmente fornecidos.
Uma outra forma de desvio do dinheiro público - e que fica na mão de intermediadores, perdido no pagamento de propinas - é o usado para contratar gente com a funçaõ de driblar a burocracia oficial. Gente especializada em apressar a liberação dos recursos pela agilização dos processos de incentivo cultural.
Certamente não é o caso de simplesmente eliminar o uso de dinheiro público com essa finalidade - que é meritória -, mas é preciso aprimorar as formas de concessão dos incentivos, fiscalizar melhor a sua utilização e priorizar o financiamento daquilo que for realmente destinado as camadas populares.
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terça-feira, 30 de setembro de 2008
Sem saída?
O que dizer dessas próximas eleições municipais? Como encontrar motivação para participar de um processo eleitoral que se sabe - ou pelo menos se pressupõe - de antemão que irá resultar em nada, ou quase nada? Se é impossível afastar da questão esse lado desesperançado, por outro, simplesmente omitir-se do processo também não é boa idéia, pois não trará a almejada solução para o problema.
Diante disso é preciso acreditar que a política pode e deve ser diferente e, de alguma forma, ajudar a promover uma espécie de reengenharia de todo processo de participação popular na formação de uma democracia popular realmente representativa e eficiente. Ninguém duvida que esse processo só será possível se, apartir da participação individual, forçarmos uma mudar no comportamento coletivo.
Devemos enfrentar igualmente a realidade de qualquer processo democrático representativo: os representantes de qualquer grupo sempre representam a essência desse mesmo grupo. Nesse sentido, falar-se que os nossos políticos são isso ou aquilo, desqualificá-los, é também desqualificar ou aceitar que nós somos iguais.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Ainda assim uma vitória!
Quando oivi a notícia da libertação de Ingrid Betancourt, imaginei que essa inesperada atitude fosse proveniente de um rasgo de humanismo dos cruéis terroristas das FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Estava errado, Betancourt havia sido resgata por uma ação levada a efeito pelo exército colombiano.
Ainda assim foi mais uma vitória contra o terror! Sempre é bom saber que, com dizem os jovens, "a turma do mal" perdeu mais uma. Num mundo tão cheio de maldades e injustiças, manter alguém sequestrado durante mais de seis anos é de uma crueldade injustificável. Sempre é bom afirmar isso, porque "essa turma do mal" costuma justificar esse - e todo o tipo de maldades que costumam cometer - com a velha e surrada assertiva de que os fins justificam os meios.
Minimizar as vitímas do terrorismo faz parte do discurso dessa gente sem moral. Costumam maximizar qualquer vitíma daquilo que chamam de reacionarismo daqueles que os combatem, mas não têm a mesma atitude para as vitímas das suas maldades, elas são sempre "acidentes de percurso". Esses dias ouvi alguém afirmando que Fidel Castro "estava absolvido dos crimes cometidos em nome da revolução". Absolvido por quem? Pelas esposas e filhos dos mortos? Ou terá sido pelos mortos?
Esse relativismo moral ajuda a condenar esse tipo de gente; que ninguém esqueça os milhões de mortos, as vitímas que tombaram em nome dos defendores da "democracia" do pensamento único.
Ainda assim foi mais uma vitória contra o terror! Sempre é bom saber que, com dizem os jovens, "a turma do mal" perdeu mais uma. Num mundo tão cheio de maldades e injustiças, manter alguém sequestrado durante mais de seis anos é de uma crueldade injustificável. Sempre é bom afirmar isso, porque "essa turma do mal" costuma justificar esse - e todo o tipo de maldades que costumam cometer - com a velha e surrada assertiva de que os fins justificam os meios.
Minimizar as vitímas do terrorismo faz parte do discurso dessa gente sem moral. Costumam maximizar qualquer vitíma daquilo que chamam de reacionarismo daqueles que os combatem, mas não têm a mesma atitude para as vitímas das suas maldades, elas são sempre "acidentes de percurso". Esses dias ouvi alguém afirmando que Fidel Castro "estava absolvido dos crimes cometidos em nome da revolução". Absolvido por quem? Pelas esposas e filhos dos mortos? Ou terá sido pelos mortos?
Esse relativismo moral ajuda a condenar esse tipo de gente; que ninguém esqueça os milhões de mortos, as vitímas que tombaram em nome dos defendores da "democracia" do pensamento único.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Serei eu?
Será que estou ficando um chato? Ou será que são os comerciais da televisão que estão cada vez menos interessantes? Vejo um grande número de comerciais, como posso dizer? Não quero parecer grosseiro, digamos que são sobre os graves problemas intestinais da população.
Isso deve partir da constatação de que vivemos uma época em que a constipação intestinal se tornou uma espécie de mal do século. Vejo comerciais em que aparece gente sorrindo, alegres, leves e soltos, fazendo-nos crer que o motivo de tanta alegria é o bom funcionamento do aparelho intestinal, ou seja, é defecar e sorrir. Trocou o "defecar e andar" pelo "defecar e sorrir".
Depois vem a maior - e pior! - série: a dos que procuram transmitir um sentimento de urgência - detestáveis! -, a dos que são proferidos aos gritos - odiosos! -, e talvez os piores: dos piores, os dos jingles - que provocam ânsia de vômitos!
Por isso é que pergunto: serei eu?
Isso deve partir da constatação de que vivemos uma época em que a constipação intestinal se tornou uma espécie de mal do século. Vejo comerciais em que aparece gente sorrindo, alegres, leves e soltos, fazendo-nos crer que o motivo de tanta alegria é o bom funcionamento do aparelho intestinal, ou seja, é defecar e sorrir. Trocou o "defecar e andar" pelo "defecar e sorrir".
Depois vem a maior - e pior! - série: a dos que procuram transmitir um sentimento de urgência - detestáveis! -, a dos que são proferidos aos gritos - odiosos! -, e talvez os piores: dos piores, os dos jingles - que provocam ânsia de vômitos!
Por isso é que pergunto: serei eu?
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Quem foi mesmo?
A situação acusa a oposição de encetar uma campanha contra a cognominada mâe (numa reação contra a deslavada e descarada propaganda eleitoreira da situação) do chamado Plano de Aceleração do Crescimento - PAC - Dilma Roussef.
Os dois fatos mais notórios desse plano teria sido o dossiê contra o ex-presidente FHC, elaborado dentro da Casa Civil e por funcionário de confiança afiliado ao PT, e agora as acusações da ex-diretora da ANAC, Denise Abreu, igualmente ex-fumcionária de confiança e filiada ao PT, de que Dilma teria feito tráfico de influência no episódio da venda da VARIG.
Vamos tentar entender: quer dizer que dois funcionários de confiança, indicados pelo Partido dos Trabalhadores, fazem acusações contra a ministra Dilma e a culpa de tudo é da oposição? Não precisa explicar, eu só queria entender a lógica da responsabilidade quanto a esses episódios...
Os dois fatos mais notórios desse plano teria sido o dossiê contra o ex-presidente FHC, elaborado dentro da Casa Civil e por funcionário de confiança afiliado ao PT, e agora as acusações da ex-diretora da ANAC, Denise Abreu, igualmente ex-fumcionária de confiança e filiada ao PT, de que Dilma teria feito tráfico de influência no episódio da venda da VARIG.
Vamos tentar entender: quer dizer que dois funcionários de confiança, indicados pelo Partido dos Trabalhadores, fazem acusações contra a ministra Dilma e a culpa de tudo é da oposição? Não precisa explicar, eu só queria entender a lógica da responsabilidade quanto a esses episódios...
terça-feira, 3 de junho de 2008
O ovo ou a galinha?
Por vezes é difícil dizer o que vem primeiro, se a ação ou a reação. Essa crise mundial no abastecimento de alimentos - com o conseqüente aumento dos preços no mercado mundial - parece coisa deflagrada pela imprensa. Sei que estou - ou devo estar - exagerando, mas a impressão que fica é a de que num cenário de aparente calma a notícia explodiu como uma bomba provocando aumentos em todo o mundo.
Vejo acontecer o mesmo em outras áreas, em campos que se mostram particularmente sucestíveis a esse tipo de notícia. Já repararam que sempre às vésperas das reuniões do Conselho de Política Monetária - COPOM - pipocam em todos os pontos notícias sobre inflação, sobre a elevação de preços? Não posso afirmar, mas fica a impressão de que são boatos plantados com a intenção de provocar uma reação das autoridades monetárias.
Não digo que esses assuntos sejam de todo criados, parece óbvio que sempre existe a base, o fundamento - como dizem: onde há fumaça, há fogo -, mas acredito que a sede de fabricar uma notícia, a excessiva divulgação do fato jornalístico, se por um lado faz parte do ato de informar, também ajuda a fixar as tendências.
Vejo acontecer o mesmo em outras áreas, em campos que se mostram particularmente sucestíveis a esse tipo de notícia. Já repararam que sempre às vésperas das reuniões do Conselho de Política Monetária - COPOM - pipocam em todos os pontos notícias sobre inflação, sobre a elevação de preços? Não posso afirmar, mas fica a impressão de que são boatos plantados com a intenção de provocar uma reação das autoridades monetárias.
Não digo que esses assuntos sejam de todo criados, parece óbvio que sempre existe a base, o fundamento - como dizem: onde há fumaça, há fogo -, mas acredito que a sede de fabricar uma notícia, a excessiva divulgação do fato jornalístico, se por um lado faz parte do ato de informar, também ajuda a fixar as tendências.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Pago para tumultuar
Qual a credibilidade que se pode atestar a um perito que é pago para provar um ponto de vista? A perícia técnica patrocinada pelo estado deve ser, pelo menos é o que se espera, imparcial. O perito do estado não está atrelado a nenhuma das partes, seu lado pode, deve e é norteado pela busca da verdade.
A um laudo encomendado já não se pode dizer a mesma coisa. Qual a vantagem de se contratar um perito que negue a tese que se quer provar? Assisti a uma entrevista do perito contratada pela defesa de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, os acusados no caso do assassinato da menina Isabella Nardoni, na qual ele invalidava, in límine, i.e., pelo simples exame dos laudos, algumas das conclusões emanadas pela polícia técnica de São Paulo.
E essa é a sua função: lançar dúvidas sobre tudo. Nada diferente do que a defesa tem feito desde o início do caso, sempre lançando dúvidas sobre a eficiência das investigações efetuadas pela polícia. Entende-se, é o jus esperneandi, típico de quem não tem outra linha de defesa possível.
A um laudo encomendado já não se pode dizer a mesma coisa. Qual a vantagem de se contratar um perito que negue a tese que se quer provar? Assisti a uma entrevista do perito contratada pela defesa de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, os acusados no caso do assassinato da menina Isabella Nardoni, na qual ele invalidava, in límine, i.e., pelo simples exame dos laudos, algumas das conclusões emanadas pela polícia técnica de São Paulo.
E essa é a sua função: lançar dúvidas sobre tudo. Nada diferente do que a defesa tem feito desde o início do caso, sempre lançando dúvidas sobre a eficiência das investigações efetuadas pela polícia. Entende-se, é o jus esperneandi, típico de quem não tem outra linha de defesa possível.
domingo, 18 de maio de 2008
Banalização da Violência
- Hoje pela manhã foi assassinado um delegado de polícia na cidade do Rio de Janeiro. A vítima foi alvejada por tiros quando saía de um supermercado onde fora comprar um pão.
Dito assim parece algo normal, banal, a notícia não espanta ninguém num país onde ocorrem 50 mil assassinatos por ano. Parece que a vítima não tem pais, filhos, esposa, irmãos, amigos, é só mais uma das milhares de vítima que tombam todos os dias nas cidades brasileiras.
Depois você outra notícia, informando que crescem os índices de aprovação do nosso governo. Tem lógica, muita lógica...
Dito assim parece algo normal, banal, a notícia não espanta ninguém num país onde ocorrem 50 mil assassinatos por ano. Parece que a vítima não tem pais, filhos, esposa, irmãos, amigos, é só mais uma das milhares de vítima que tombam todos os dias nas cidades brasileiras.
Depois você outra notícia, informando que crescem os índices de aprovação do nosso governo. Tem lógica, muita lógica...
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Bá!
Bá é uma - super! - síncope da frase "mas que barbaridade tchê!". Essa expressão, condensada nesse monossílabo, e que é usada para demonstrar uma sensação de espanto entre os nossos conterrâneos, logo identifica quem é originário daqui desses pagos, quem é do Rio Grande de Sul.
E assim é com todos os nossos estados, cada um com seus hábitos, costumes, e um linguajar próprio. Para quem é da casa, para os nativos das diversas regiões do país, fica difícil de identificar esse linguajar - que soa, como seria de esperar, natural. Para os forasteiros ela chama a atenção imediatamente.
Além disso, é comum verificar por aqui - no RGS - a incorporação de várias expressões trazidas do espanhol, uma decorrência da proximidade com a fronteira dos países que falam o idioma. Por aqui ninguém se atrapalha ao ouvir palavras tais como "bueno", "griz", "cucharra" e "entonces" - bom, cinza, colher e então. E viva esse Brasil continente!
E assim é com todos os nossos estados, cada um com seus hábitos, costumes, e um linguajar próprio. Para quem é da casa, para os nativos das diversas regiões do país, fica difícil de identificar esse linguajar - que soa, como seria de esperar, natural. Para os forasteiros ela chama a atenção imediatamente.
Além disso, é comum verificar por aqui - no RGS - a incorporação de várias expressões trazidas do espanhol, uma decorrência da proximidade com a fronteira dos países que falam o idioma. Por aqui ninguém se atrapalha ao ouvir palavras tais como "bueno", "griz", "cucharra" e "entonces" - bom, cinza, colher e então. E viva esse Brasil continente!
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Entendimento
Os assuntos são bem diferentes, uma história é pura tragédia, a outra é contado como uma piada, comédia. O assunto do primeiro é tão pesado que não permite que se faça dele uma tragicomédia, seria, certamente, uma de péssimo gosto. Na comédia, dizem que quando se é pego na cama, mesmo diante de um flagrante inescapável de traição, a única defesa possível é negar o inegável. Isso porque certos crimes nunca ficam menores, nem mesmo pela confissão.
Esse trágico caso do assassinato da menina Isabella Nardoni é uma tragédia que tem essa mesma característica. Não há uma linha de defesa alternativa, e a única saída para os autores é morrer negando a autoria do crime. Quem de nós consideraria os autores menos diabólicos se confessassem o delito?
É um caso que não admite arrependimento eficaz. Por isso não estranhem essa insistência em se negar a autoria, essa insistência em inventar uma terceira pessoa num prazo de tempo impossível. Os acusados se defendem da única forma possível: negando a autoria. Não há outra saída, inexistem alternativas.
Esse trágico caso do assassinato da menina Isabella Nardoni é uma tragédia que tem essa mesma característica. Não há uma linha de defesa alternativa, e a única saída para os autores é morrer negando a autoria do crime. Quem de nós consideraria os autores menos diabólicos se confessassem o delito?
É um caso que não admite arrependimento eficaz. Por isso não estranhem essa insistência em se negar a autoria, essa insistência em inventar uma terceira pessoa num prazo de tempo impossível. Os acusados se defendem da única forma possível: negando a autoria. Não há outra saída, inexistem alternativas.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Os mercadores do templo
O uso que os jornalistas fazem da tragédia, transformando a dor alheia em objeto, em mercadoria, revolta e causa repugnância. Manter e explorar o interesse - de muitos mórbido - significa aumentar os índices de audiência, representa vender, representa muito dinheiro.
Querem nos fazer acreditar que possuem um legítimo interesse no sofrimento alheio? Nada disso! A ética está morta. A humanidade está morta e morre a cada momento, a cada frase, a cada manchete, a cada "olhe, preste atenção se emocione... e compre..."
Querem nos fazer acreditar que possuem um legítimo interesse no sofrimento alheio? Nada disso! A ética está morta. A humanidade está morta e morre a cada momento, a cada frase, a cada manchete, a cada "olhe, preste atenção se emocione... e compre..."
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Saturação
Não me entendam mal, eu gosto de futebol. Mas acho que, a despeito desse caso Isabella, são assuntos que já andam prá já de saturados. Talvez para os moradores dos chamados grandes centros - i.e., Rio de Janeiro e São Paulo - essa saturação não seja muito sensível.
Não falo por todos, nem tenho procuração para isso, mas para mim essa coisa de que todo brasileiro é torcedor de algum time do Rio ou de São Paulo é uma falácia. Eu torço por um time do meu estado, e pouco se me dá o que acontece com os times de outras partes do país.
Não me interessam resultados, política interna dos clubes, fofocas e etc dos clubes de fora daqui. Assuntos que, a exceção do resultado, não me interessa nem com relação aos clubes daqui. Fala-se que futebol é um esporte. Está correto, mas para quem pratica. Para quem torce é só um espetáculo. E de graça limitada ao território de cada um.
Não falo por todos, nem tenho procuração para isso, mas para mim essa coisa de que todo brasileiro é torcedor de algum time do Rio ou de São Paulo é uma falácia. Eu torço por um time do meu estado, e pouco se me dá o que acontece com os times de outras partes do país.
Não me interessam resultados, política interna dos clubes, fofocas e etc dos clubes de fora daqui. Assuntos que, a exceção do resultado, não me interessa nem com relação aos clubes daqui. Fala-se que futebol é um esporte. Está correto, mas para quem pratica. Para quem torce é só um espetáculo. E de graça limitada ao território de cada um.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Lugar Comum
Quantas centenas de discursos em tom profético sobre a importância vital da educação você já ouviu? Na boca dos políticos só existe uma solução para tudo: e-d-u-c-a-ã-o! E, quer saber do que mais? Eles estão certos! educar é a solução mais acertada para a maioria dos nossos eternos males.
Um povo educado consegue empregos melhores, elege políticos melhores, cria filhos melhores, comete menos crimes, resumindo: torna o país infinitamente melhor. Qual é então o problema? Se todos conhecem a chave para que possa ser revolvido, porque continua a ser um problema?
O problema é o chover no molhado. Dizer que educar é a solução virou um lugar-comum, virou chover no molhado, diz-se e só. Ou o problema está no só dizer e não fazer nada nesse sentido. Educar não vira uma atitude essencial do estado porque não passa de palavra vazia. Não se esqueça que um povo educado não elege maus políticos!
Um povo educado consegue empregos melhores, elege políticos melhores, cria filhos melhores, comete menos crimes, resumindo: torna o país infinitamente melhor. Qual é então o problema? Se todos conhecem a chave para que possa ser revolvido, porque continua a ser um problema?
O problema é o chover no molhado. Dizer que educar é a solução virou um lugar-comum, virou chover no molhado, diz-se e só. Ou o problema está no só dizer e não fazer nada nesse sentido. Educar não vira uma atitude essencial do estado porque não passa de palavra vazia. Não se esqueça que um povo educado não elege maus políticos!
terça-feira, 29 de abril de 2008
Mau gosto!
Alguém pode me dizer o que é essa mulher melancia? E essa dança do créu? Até que ponto pode ir o mau gosto nacional? Qualquer coisa nesse país vira assunto, e qualquer um vira celebridade instantânea, devemos admitir que não temos, fruto de nossa falta de educação, de não termos um mínimo de refinamento, o menor senso crítico. Nossa capacidade de valorizar o inútil, o sem valor parece não ter limites, desafiando todos os parâmetros do bom senso e do bom gosto.
Essa mulher melancia, gorda e feia, rebolando aquela imensa bunda na cara dos espectadores é um espetáculo grotesco, isso para dizer pouco. Agora escuto que "Gyselle" (sic), aquela "estrela do 'big brother'" está lançando um disco. Como é que é? (?!?!?!?). Aquela mulher cantando? Alguém deve ter enlouquecido, ou será que sou eu que estou enlouquecendo? Nosso mau gosto é mesmo alguma coisa digna de figurar no livro dos recordes!
Essa mulher melancia, gorda e feia, rebolando aquela imensa bunda na cara dos espectadores é um espetáculo grotesco, isso para dizer pouco. Agora escuto que "Gyselle" (sic), aquela "estrela do 'big brother'" está lançando um disco. Como é que é? (?!?!?!?). Aquela mulher cantando? Alguém deve ter enlouquecido, ou será que sou eu que estou enlouquecendo? Nosso mau gosto é mesmo alguma coisa digna de figurar no livro dos recordes!
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Carta ao meu guru
Ele não é do tipo que quer ser guru. Mas, mesmo assim, ele é o meu guru. Sempre gostei do seu estilo, intelectual e despojado, inteligente sem ser prepotente. Simples, qualidade de quem é inteligente, e ele o é. O acompanho há longo tempo, não sei dizer quanto, nem importa, que essa coisa não se mede por tempo de "gurusagem".
O meu guru é o professor, o doutor Juremir Machado da Silva. Mesmo assim, não me sinto obrigado a concordar em número, gênero e grau com tudo o que pensa e diz meu querido guru. Com a maioria do que diz e pensa, concordo, mas de algumas coisas discordo. E acho que isso não é nada extraordinário nessa nossa relação guru-discípulo, não é mesmo?
Um desses assuntos em que discordamos é na atual política sobre grupos ditos perseguidos pela maioria branca. Nesse assunto, confesso que fico procurando - sem encontrar - no meu pecado, pela minha parcela de culpa na aflição desses povos. Não colonizei, não escravizei, não sou latifundiário. É difícil, inclusive, reconhecer que a minha cor tenha me trazido algum tipo de vantagem na minha luta pela existência.
Esses dias ouvi que uma onça brasileira necessita de cinqüenta quilômetros quadrados de mata para sobreviver. Dividindo-se a nossa área territorial - cerca de oito milhões e meio de quilômetros quadrados - pela área necessária para cada onça, obtém-se o número máximo de onças que poderiam viver no país: 170.000 onças.
Quem sabe, em nome da população de onças, nós não deveríamos abandonar o país em prol da sobrevivência desses bichanos? Afinas, eles estavam aqui antes da nossa chegada.
O meu guru é o professor, o doutor Juremir Machado da Silva. Mesmo assim, não me sinto obrigado a concordar em número, gênero e grau com tudo o que pensa e diz meu querido guru. Com a maioria do que diz e pensa, concordo, mas de algumas coisas discordo. E acho que isso não é nada extraordinário nessa nossa relação guru-discípulo, não é mesmo?
Um desses assuntos em que discordamos é na atual política sobre grupos ditos perseguidos pela maioria branca. Nesse assunto, confesso que fico procurando - sem encontrar - no meu pecado, pela minha parcela de culpa na aflição desses povos. Não colonizei, não escravizei, não sou latifundiário. É difícil, inclusive, reconhecer que a minha cor tenha me trazido algum tipo de vantagem na minha luta pela existência.
Esses dias ouvi que uma onça brasileira necessita de cinqüenta quilômetros quadrados de mata para sobreviver. Dividindo-se a nossa área territorial - cerca de oito milhões e meio de quilômetros quadrados - pela área necessária para cada onça, obtém-se o número máximo de onças que poderiam viver no país: 170.000 onças.
Quem sabe, em nome da população de onças, nós não deveríamos abandonar o país em prol da sobrevivência desses bichanos? Afinas, eles estavam aqui antes da nossa chegada.
domingo, 27 de abril de 2008
Questão de fundo
Aparece como questão de fundo nesse assassinato da menina Isabela Nardoni a paternidade irresponsável, resultando em um número crescente de nascimentos não planejados - pior do que isso, nascimentos indesejados! Esses nascimentos são frutos das relações triviais entre jovens irresponsáveis e imaturos, vitimizando os filhos advindos deles e fazendo crescer uma geração sem amor, sem o acompanhamento dos pais.
Não é que faltem métodos contraceptivos, o que falta é a mínima responsabilidade para a prática de relações sexuais, num ato praticado em idade imprópria, quando os parceiros são imaturos e fazem uso de uma liberdade imerecida. Tudo isso por culpa de pais igualmente irresponsáveis e permissivos.
Na prática imatura dessas relações sexuais as drogas exercem um importante papel - principalmente o álcool. Não raro se vêem festas em que o argumento de venda é o oferecimento de bebida grátis. Eu lembro de ser taxado como "pai careta" por impedir que minha filha, na época com apenas treze anos, participasse dessas "baladas". Hoje ela me agradece por isso!
Muitos preferem ser país "modernos e legais" e o resultado aparece nas manchetes dos jornais.
Não é que faltem métodos contraceptivos, o que falta é a mínima responsabilidade para a prática de relações sexuais, num ato praticado em idade imprópria, quando os parceiros são imaturos e fazem uso de uma liberdade imerecida. Tudo isso por culpa de pais igualmente irresponsáveis e permissivos.
Na prática imatura dessas relações sexuais as drogas exercem um importante papel - principalmente o álcool. Não raro se vêem festas em que o argumento de venda é o oferecimento de bebida grátis. Eu lembro de ser taxado como "pai careta" por impedir que minha filha, na época com apenas treze anos, participasse dessas "baladas". Hoje ela me agradece por isso!
Muitos preferem ser país "modernos e legais" e o resultado aparece nas manchetes dos jornais.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Nosso escasso dinheirinho...
Ouço os comentários de uma autoridade catarinense que já se gastou 570 mil reais nas operações de busca do padre balonista, desaparecido no domingo próximo passado sobre o litorasl de Santa Catarina. Informações dão conta de que o religioso aventurou-se nessa tresloucada viagem sem estar devidamente preparado. Numa conversa gravada, pelo telefone celular, o padre balonauta solicitava a sua equipe de apoio em terra, instruções de como operar o gps. Como é possível alguém aventurar-se dessa forma sem ao menos saber operar um gps?
E o nosso escasso dinheiro - que poderia ser usado para outros fins muito mais importantes - acaba sendo usado na tarefa de resgatar alguém que se aventura dessa forma irresponsável.
E o nosso escasso dinheiro - que poderia ser usado para outros fins muito mais importantes - acaba sendo usado na tarefa de resgatar alguém que se aventura dessa forma irresponsável.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Injeção
Leio as notícias diárias com um sentimento dividido, alguma coisa entre a ansiedade e o medo. Decido ser otimista e esperar pelo melhor no nosso país e no mundo. O Brasil transita por tempos que variam entre o bem e o mal. Dizem que muitas coisas estão melhorando, sinceramente? Para mim não é o caso. Também não posso dizer que estejam piorando. Nada verdade só posso dizer que tudo continua na mesma.
Tempos violentos, muita violência nas manchetes. Meso assim precisamos ser otimistas, acreditar que o mal não é exclusividade nossa, mas responsabilidade da nossa raça desunida. Qualquer um, sem muito esforço, pode ser um pessimista. Essa é a saída mais fácil, o brabo é manter a esperança apesar dos pesares. Vamos lá! No fim tudo vai dar certo.
Tempos violentos, muita violência nas manchetes. Meso assim precisamos ser otimistas, acreditar que o mal não é exclusividade nossa, mas responsabilidade da nossa raça desunida. Qualquer um, sem muito esforço, pode ser um pessimista. Essa é a saída mais fácil, o brabo é manter a esperança apesar dos pesares. Vamos lá! No fim tudo vai dar certo.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
There's no free lunch, but...
Estranhei ao ouvir um comercial exaltando as qualidades da nossa televisão, apresentando-a como uma prestadora de serviços "gratuitos" â população. Lembrei imediatamento do epíteto "there's no free lunch" - não há almoço de graça, ou no sentido de que nada é de graça. O próprio comercial serve para comprovar essa regra: a audiência paga âs emissoras sendo bombardeada por comerciais.
Resta saber se o preço é justo, ou seja, se a nossa encheção de saco tendo de assistir a tantos comerciais compensa o conteúdo gratuito recebido. E. convém dizer, que existe coisa pior: a tv a cabo, pela qual os assinantes pagam, também tem comerciais - significa que nesse caso paga-se duas vezes!
Irrita-me profundamente as técnicas empregadas para manter a audiência, aquelas perguntas deixadas em suspense, os cortes nos momentos de tensão do programa, etc. Agrava o fato de que os programas viraram verdadeiros "mercados persas", os paresentadores fazem um amontoado de comerciais durante o programa e depois, com a maior cara de pau desse mundo, chamam o intervalo comercial! Quer saber? Eu preferia pagar!
Resta saber se o preço é justo, ou seja, se a nossa encheção de saco tendo de assistir a tantos comerciais compensa o conteúdo gratuito recebido. E. convém dizer, que existe coisa pior: a tv a cabo, pela qual os assinantes pagam, também tem comerciais - significa que nesse caso paga-se duas vezes!
Irrita-me profundamente as técnicas empregadas para manter a audiência, aquelas perguntas deixadas em suspense, os cortes nos momentos de tensão do programa, etc. Agrava o fato de que os programas viraram verdadeiros "mercados persas", os paresentadores fazem um amontoado de comerciais durante o programa e depois, com a maior cara de pau desse mundo, chamam o intervalo comercial! Quer saber? Eu preferia pagar!
terça-feira, 22 de abril de 2008
Questão de aprendizado
A autoridade policial militar concedia uma entrevista a um cana de televisão local -Porto Alegre/RS. O assunto eran os procedimentos que os cidadãos deveriam adotar para prevenir a ocorrência de assaltos. Prestar redobrada atenção nos momentos em que sai ou entra em casa dirigindo o automóvel foi um dos conselhos.
O que chamou a minha atenção e causou surpresa foi o conselho da autoridade para, ante a inevitabilidade de uma situação, o cidadão acabasse sendo assaltado. "As pessoas precisam se preparar para o memoento em que forem assaltados' ´disse o policial. Segundo ele os acidentes acontecem pela falta desse preparo.
Estou pensando seriamente em colocar uma "Escola Preparatória de Vítimas de Assaltos'. O que você acha da idéia?
O que chamou a minha atenção e causou surpresa foi o conselho da autoridade para, ante a inevitabilidade de uma situação, o cidadão acabasse sendo assaltado. "As pessoas precisam se preparar para o memoento em que forem assaltados' ´disse o policial. Segundo ele os acidentes acontecem pela falta desse preparo.
Estou pensando seriamente em colocar uma "Escola Preparatória de Vítimas de Assaltos'. O que você acha da idéia?
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