quinta-feira, 15 de maio de 2008

Entendimento

Os assuntos são bem diferentes, uma história é pura tragédia, a outra é contado como uma piada, comédia. O assunto do primeiro é tão pesado que não permite que se faça dele uma tragicomédia, seria, certamente, uma de péssimo gosto. Na comédia, dizem que quando se é pego na cama, mesmo diante de um flagrante inescapável de traição, a única defesa possível é negar o inegável. Isso porque certos crimes nunca ficam menores, nem mesmo pela confissão.

Esse trágico caso do assassinato da menina Isabella Nardoni é uma tragédia que tem essa mesma característica. Não há uma linha de defesa alternativa, e a única saída para os autores é morrer negando a autoria do crime. Quem de nós consideraria os autores menos diabólicos se confessassem o delito?

É um caso que não admite arrependimento eficaz. Por isso não estranhem essa insistência em se negar a autoria, essa insistência em inventar uma terceira pessoa num prazo de tempo impossível. Os acusados se defendem da única forma possível: negando a autoria. Não há outra saída, inexistem alternativas.

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