quarta-feira, 18 de junho de 2008

Serei eu?

Será que estou ficando um chato? Ou será que são os comerciais da televisão que estão cada vez menos interessantes? Vejo um grande número de comerciais, como posso dizer? Não quero parecer grosseiro, digamos que são sobre os graves problemas intestinais da população.

Isso deve partir da constatação de que vivemos uma época em que a constipação intestinal se tornou uma espécie de mal do século. Vejo comerciais em que aparece gente sorrindo, alegres, leves e soltos, fazendo-nos crer que o motivo de tanta alegria é o bom funcionamento do aparelho intestinal, ou seja, é defecar e sorrir. Trocou o "defecar e andar" pelo "defecar e sorrir".

Depois vem a maior - e pior! - série: a dos que procuram transmitir um sentimento de urgência - detestáveis! -, a dos que são proferidos aos gritos - odiosos! -, e talvez os piores: dos piores, os dos jingles - que provocam ânsia de vômitos!

Por isso é que pergunto: serei eu?

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Quem foi mesmo?

A situação acusa a oposição de encetar uma campanha contra a cognominada mâe (numa reação contra a deslavada e descarada propaganda eleitoreira da situação) do chamado Plano de Aceleração do Crescimento - PAC - Dilma Roussef.

Os dois fatos mais notórios desse plano teria sido o dossiê contra o ex-presidente FHC, elaborado dentro da Casa Civil e por funcionário de confiança afiliado ao PT, e agora as acusações da ex-diretora da ANAC, Denise Abreu, igualmente ex-fumcionária de confiança e filiada ao PT, de que Dilma teria feito tráfico de influência no episódio da venda da VARIG.

Vamos tentar entender: quer dizer que dois funcionários de confiança, indicados pelo Partido dos Trabalhadores, fazem acusações contra a ministra Dilma e a culpa de tudo é da oposição? Não precisa explicar, eu só queria entender a lógica da responsabilidade quanto a esses episódios...

terça-feira, 3 de junho de 2008

O ovo ou a galinha?

Por vezes é difícil dizer o que vem primeiro, se a ação ou a reação. Essa crise mundial no abastecimento de alimentos - com o conseqüente aumento dos preços no mercado mundial - parece coisa deflagrada pela imprensa. Sei que estou - ou devo estar - exagerando, mas a impressão que fica é a de que num cenário de aparente calma a notícia explodiu como uma bomba provocando aumentos em todo o mundo.

Vejo acontecer o mesmo em outras áreas, em campos que se mostram particularmente sucestíveis a esse tipo de notícia. Já repararam que sempre às vésperas das reuniões do Conselho de Política Monetária - COPOM - pipocam em todos os pontos notícias sobre inflação, sobre a elevação de preços? Não posso afirmar, mas fica a impressão de que são boatos plantados com a intenção de provocar uma reação das autoridades monetárias.

Não digo que esses assuntos sejam de todo criados, parece óbvio que sempre existe a base, o fundamento - como dizem: onde há fumaça, há fogo -, mas acredito que a sede de fabricar uma notícia, a excessiva divulgação do fato jornalístico, se por um lado faz parte do ato de informar, também ajuda a fixar as tendências.