quarta-feira, 2 de julho de 2008

Ainda assim uma vitória!

Quando oivi a notícia da libertação de Ingrid Betancourt, imaginei que essa inesperada atitude fosse proveniente de um rasgo de humanismo dos cruéis terroristas das FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Estava errado, Betancourt havia sido resgata por uma ação levada a efeito pelo exército colombiano.

Ainda assim foi mais uma vitória contra o terror! Sempre é bom saber que, com dizem os jovens, "a turma do mal" perdeu mais uma. Num mundo tão cheio de maldades e injustiças, manter alguém sequestrado durante mais de seis anos é de uma crueldade injustificável. Sempre é bom afirmar isso, porque "essa turma do mal" costuma justificar esse - e todo o tipo de maldades que costumam cometer - com a velha e surrada assertiva de que os fins justificam os meios.

Minimizar as vitímas do terrorismo faz parte do discurso dessa gente sem moral. Costumam maximizar qualquer vitíma daquilo que chamam de reacionarismo daqueles que os combatem, mas não têm a mesma atitude para as vitímas das suas maldades, elas são sempre "acidentes de percurso". Esses dias ouvi alguém afirmando que Fidel Castro "estava absolvido dos crimes cometidos em nome da revolução". Absolvido por quem? Pelas esposas e filhos dos mortos? Ou terá sido pelos mortos?

Esse relativismo moral ajuda a condenar esse tipo de gente; que ninguém esqueça os milhões de mortos, as vitímas que tombaram em nome dos defendores da "democracia" do pensamento único.