quarta-feira, 30 de abril de 2008

Lugar Comum

Quantas centenas de discursos em tom profético sobre a importância vital da educação você já ouviu? Na boca dos políticos só existe uma solução para tudo: e-d-u-c-a-ã-o! E, quer saber do que mais? Eles estão certos! educar é a solução mais acertada para a maioria dos nossos eternos males.

Um povo educado consegue empregos melhores, elege políticos melhores, cria filhos melhores, comete menos crimes, resumindo: torna o país infinitamente melhor. Qual é então o problema? Se todos conhecem a chave para que possa ser revolvido, porque continua a ser um problema?

O problema é o chover no molhado. Dizer que educar é a solução virou um lugar-comum, virou chover no molhado, diz-se e só. Ou o problema está no só dizer e não fazer nada nesse sentido. Educar não vira uma atitude essencial do estado porque não passa de palavra vazia. Não se esqueça que um povo educado não elege maus políticos!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Mau gosto!

Alguém pode me dizer o que é essa mulher melancia? E essa dança do créu? Até que ponto pode ir o mau gosto nacional? Qualquer coisa nesse país vira assunto, e qualquer um vira celebridade instantânea, devemos admitir que não temos, fruto de nossa falta de educação, de não termos um mínimo de refinamento, o menor senso crítico. Nossa capacidade de valorizar o inútil, o sem valor parece não ter limites, desafiando todos os parâmetros do bom senso e do bom gosto.

Essa mulher melancia, gorda e feia, rebolando aquela imensa bunda na cara dos espectadores é um espetáculo grotesco, isso para dizer pouco. Agora escuto que "Gyselle" (sic), aquela "estrela do 'big brother'" está lançando um disco. Como é que é? (?!?!?!?). Aquela mulher cantando? Alguém deve ter enlouquecido, ou será que sou eu que estou enlouquecendo? Nosso mau gosto é mesmo alguma coisa digna de figurar no livro dos recordes!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Carta ao meu guru

Ele não é do tipo que quer ser guru. Mas, mesmo assim, ele é o meu guru. Sempre gostei do seu estilo, intelectual e despojado, inteligente sem ser prepotente. Simples, qualidade de quem é inteligente, e ele o é. O acompanho há longo tempo, não sei dizer quanto, nem importa, que essa coisa não se mede por tempo de "gurusagem".

O meu guru é o professor, o doutor Juremir Machado da Silva. Mesmo assim, não me sinto obrigado a concordar em número, gênero e grau com tudo o que pensa e diz meu querido guru. Com a maioria do que diz e pensa, concordo, mas de algumas coisas discordo. E acho que isso não é nada extraordinário nessa nossa relação guru-discípulo, não é mesmo?

Um desses assuntos em que discordamos é na atual política sobre grupos ditos perseguidos pela maioria branca. Nesse assunto, confesso que fico procurando - sem encontrar - no meu pecado, pela minha parcela de culpa na aflição desses povos. Não colonizei, não escravizei, não sou latifundiário. É difícil, inclusive, reconhecer que a minha cor tenha me trazido algum tipo de vantagem na minha luta pela existência.

Esses dias ouvi que uma onça brasileira necessita de cinqüenta quilômetros quadrados de mata para sobreviver. Dividindo-se a nossa área territorial - cerca de oito milhões e meio de quilômetros quadrados - pela área necessária para cada onça, obtém-se o número máximo de onças que poderiam viver no país: 170.000 onças.

Quem sabe, em nome da população de onças, nós não deveríamos abandonar o país em prol da sobrevivência desses bichanos? Afinas, eles estavam aqui antes da nossa chegada.

domingo, 27 de abril de 2008

Questão de fundo

Aparece como questão de fundo nesse assassinato da menina Isabela Nardoni a paternidade irresponsável, resultando em um número crescente de nascimentos não planejados - pior do que isso, nascimentos indesejados! Esses nascimentos são frutos das relações triviais entre jovens irresponsáveis e imaturos, vitimizando os filhos advindos deles e fazendo crescer uma geração sem amor, sem o acompanhamento dos pais.

Não é que faltem métodos contraceptivos, o que falta é a mínima responsabilidade para a prática de relações sexuais, num ato praticado em idade imprópria, quando os parceiros são imaturos e fazem uso de uma liberdade imerecida. Tudo isso por culpa de pais igualmente irresponsáveis e permissivos.

Na prática imatura dessas relações sexuais as drogas exercem um importante papel - principalmente o álcool. Não raro se vêem festas em que o argumento de venda é o oferecimento de bebida grátis. Eu lembro de ser taxado como "pai careta" por impedir que minha filha, na época com apenas treze anos, participasse dessas "baladas". Hoje ela me agradece por isso!

Muitos preferem ser país "modernos e legais" e o resultado aparece nas manchetes dos jornais.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Nosso escasso dinheirinho...

Ouço os comentários de uma autoridade catarinense que já se gastou 570 mil reais nas operações de busca do padre balonista, desaparecido no domingo próximo passado sobre o litorasl de Santa Catarina. Informações dão conta de que o religioso aventurou-se nessa tresloucada viagem sem estar devidamente preparado. Numa conversa gravada, pelo telefone celular, o padre balonauta solicitava a sua equipe de apoio em terra, instruções de como operar o gps. Como é possível alguém aventurar-se dessa forma sem ao menos saber operar um gps?

E o nosso escasso dinheiro - que poderia ser usado para outros fins muito mais importantes - acaba sendo usado na tarefa de resgatar alguém que se aventura dessa forma irresponsável.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Injeção

Leio as notícias diárias com um sentimento dividido, alguma coisa entre a ansiedade e o medo. Decido ser otimista e esperar pelo melhor no nosso país e no mundo. O Brasil transita por tempos que variam entre o bem e o mal. Dizem que muitas coisas estão melhorando, sinceramente? Para mim não é o caso. Também não posso dizer que estejam piorando. Nada verdade só posso dizer que tudo continua na mesma.

Tempos violentos, muita violência nas manchetes. Meso assim precisamos ser otimistas, acreditar que o mal não é exclusividade nossa, mas responsabilidade da nossa raça desunida. Qualquer um, sem muito esforço, pode ser um pessimista. Essa é a saída mais fácil, o brabo é manter a esperança apesar dos pesares. Vamos lá! No fim tudo vai dar certo.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

There's no free lunch, but...

Estranhei ao ouvir um comercial exaltando as qualidades da nossa televisão, apresentando-a como uma prestadora de serviços "gratuitos" â população. Lembrei imediatamento do epíteto "there's no free lunch" - não há almoço de graça, ou no sentido de que nada é de graça. O próprio comercial serve para comprovar essa regra: a audiência paga âs emissoras sendo bombardeada por comerciais.

Resta saber se o preço é justo, ou seja, se a nossa encheção de saco tendo de assistir a tantos comerciais compensa o conteúdo gratuito recebido. E. convém dizer, que existe coisa pior: a tv a cabo, pela qual os assinantes pagam, também tem comerciais - significa que nesse caso paga-se duas vezes!

Irrita-me profundamente as técnicas empregadas para manter a audiência, aquelas perguntas deixadas em suspense, os cortes nos momentos de tensão do programa, etc. Agrava o fato de que os programas viraram verdadeiros "mercados persas", os paresentadores fazem um amontoado de comerciais durante o programa e depois, com a maior cara de pau desse mundo, chamam o intervalo comercial! Quer saber? Eu preferia pagar!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Questão de aprendizado

A autoridade policial militar concedia uma entrevista a um cana de televisão local -Porto Alegre/RS. O assunto eran os procedimentos que os cidadãos deveriam adotar para prevenir a ocorrência de assaltos. Prestar redobrada atenção nos momentos em que sai ou entra em casa dirigindo o automóvel foi um dos conselhos.

O que chamou a minha atenção e causou surpresa foi o conselho da autoridade para, ante a inevitabilidade de uma situação, o cidadão acabasse sendo assaltado. "As pessoas precisam se preparar para o memoento em que forem assaltados' ´disse o policial. Segundo ele os acidentes acontecem pela falta desse preparo.

Estou pensando seriamente em colocar uma "Escola Preparatória de Vítimas de Assaltos'. O que você acha da idéia?